15/05/2017

* 2017 - Dia do Combate à Infecção Hospitalar

O Controle de Infecção relacionado a Germes Multirresistentes
As instituições que prestam cuidados de saúde, como os hospitais, são as mais comuns e importantes fontes de geração e transmissão de bactérias multirresistentes, que são germes com resistência à maioria dos antibióticos. Diversos fatores contribuem para isso, entre eles está a vulnerabilidade dos pacientes, as falhas na adesão às medidas de prevenção, a transmissão cruzada e a pressão seletiva exercida pelos antibióticos.
As infecções causadas por bactérias resistentes são muito parecidas com as infecções causadas por bactérias sensíveis aos antibióticos. O que diferencia uma infecção da outra é o tratamento, que fica extremamente limitado para a infecção causada por germe multirresistente, além de caros para as instituições, visto que a gravidade prolonga a internação desses pacientes e implica tratamento com medicamentos de custo elevado, e apresentam alto índice de toxidade para o paciente. O Serviço de Controle de Infecção Hospitalar tem, entre outras, a responsabilidade de implantar ações de biossegurança, que correspondem à adoção de normas e procedimentos seguros e adequados para a manutenção da saúde dos pacientes, dos profissionais e dos visitantes, a fim de evitar a transmissão desses germes.
As mais importantes ações de biossegurança são a correta higienização das mãos dos profissionais de saúde, o uso do Equipamento de Proteção Individual (EPI), o controle do uso de antimicrobianos, a fiscalização da limpeza e desinfecção de artigos e superfícies. As mãos são a principal via de transmissão de microorganismos durante a assistência à saúde. Já que as mãos são o instrumento mais utilizado no cuidado aos pacientes, a sua higienização tornou-se a medida mais simples e menos dispendiosa para prevenir a propagação dos germes multirresistentes e das infecções hospitalares.
A forma preferencial de higienizar as mãos é com água e sabão ou com uso de álcool gel. O equipamento de proteção individual constitui o meio mais simples de prevenção de acidentes no trabalho e são destinados a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador que tem o seu uso regulamentado pelo Ministério do Trabalho e Emprego em suas normas regulamentadoras NR nº 6 e NR 32.
As luvas servem para promover uma barreira de proteção e prevenir a contaminação das mãos quando em contato com material contaminado, matéria orgânica e pele não íntegra e também o contrário, reduz a possibilidade de transmissão de microorganismos que possam estar presentes nas mãos dos profissionais durante o cuidado prestado ao paciente. É importante lembrar que as luvas devem ser trocadas entre a realização de procedimentos de um paciente e outro e retiradas imediatamente após o uso.
A falha na troca das luvas na atenção de diferentes pacientes é responsável pela transmissão cruzada de infecções e microorganismos. O avental é usado para prevenir a contaminação das roupas e proteger a pele do profissional durante o atendimento ao paciente principalmente quando há risco de contágio pela exposição a sangue e fluidos corporais. Para o cuidado a paciente portador de germe multirresistente o avental usado deve ser retirado antes da saída do quarto em que o paciente se encontra. A Máscara e o protetor ocular são equipamentos usados durante procedimentos a pacientes que possam gerar respingos de matéria orgânica e fluidos corporais e servem para proteger a mucosa dos olhos, nariz e boca. Além disso, todo paciente deve receber medicamentos apropriados para suas condições clínicas, em doses e período adequados e ao menor custo para si e para a comunidade.
A CCIH tem a função de estabelecer normas para o uso racional de antimicrobianos, a fim de evitar a pressão seletiva que leva ao desenvolvimento de resistência bacteriana, bem como da eficácia no tratamento com o mínimo de eventos adversos e custos reduzidos.  Face ao exposto, os profissionais de saúde devem ter uma postura consciente da utilização destas precauções a fins de não se infectar ou servir de fonte de transmissão cruzada. O uso de barreiras de proteção deve ser conduta priorizada, entendendo a importância da adesão às normas de biossegurança como uma forma de evitar ser um veículo de disseminação dos germes, multirresistentes ou não, durante a assistência aos pacientes. Serviço de Controle de Infecção Hospitalar – NUCIH / HRS


http://www.hospitalsudoeste.saude.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=29

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