31/08/16

* 2016 - Dia Internacional da Solidariedade

A Organização das Nações Unidas (ONU) proclamou o dia 31 de agosto como Dia Internacional da Solidariedade, com o objetivo de promover e fortalecer os ideais de solidariedade entre as nações, povos e indivíduos. Na Declaração do Milênio das Nações Unidas, a solidariedade foi reconhecida como um dos valores fundamentais para as relações internacionais no século XXI.No dia 31 de agosto celebra-se o Dia Internacional da Solidariedade para promover e fortalecer os ideais ligados a esse valor, fundamentais para as relações entre os Estados, os povos e as pessoas. Os pressupostos dessa comemoração são os seguintes. Pri eiro: vivemos em um mundo de grandes desigualdades entre ricos e pobres. Segundo: o verdadeiro progresso não será alcançado sem a cooperação entre as nações e os povos, para acabar com a pobreza e sem a solidariedade com os despossuídos.
Terceiro: devemos assumir responsabilidade ante os que são excluídos do acesso aos recursos necessários para o desenvolvimento, cujos direitos humanos e dignidade não são respeitados. Quarto: devemos potencializar uma relação responsável com a natureza. Luis de Sebastián, de grata recordação na Universidade Centro-americana (UCA), definiria a solidariedade como o reconhecimento prático da obrigação natural que os indivíduos e os grupos humanos têm de contribuir para o bem estar dos demais, especialmente dos que têm mais necessidade.
E explicava que os aspectos negativos da condição humana histórica demonstra que estamos em uma situação de emergência e que, portanto, existe um nexo objetivo que nos liga uns aos outros em nossa limitação e fragilidade, que pode converter-se em uma fonte de energia que cada um, sozinho, não tem. Nessas circunstâncias, o comportamento individualista, não cooperativo (o "salve-se quem puder”), com certeza, será desastroso, suicida e criminoso; enquanto o esforço coletivo para aceitar e transformar com inteligência e valor o vulnerável e inseguro da existência humana conseguirá que todos levemos uma vida mais racional e humana. E, a partir de uma perspectiva menos pragmática e com mais ênfase na obrigação moral, Adela Cortina, filósofa espanhola, sustenta que a solidariedade deve estar fundamentada em uma ética cívica cordial, cujos princípios seriam os seguintes: não instrumentalizar as pessoas; empoderar suas capacidades; distribuir equitativamente as cargas e os benefícios; abrir-se à vida e interesses dos interlocutores; e manter uma atitude de responsabilidade para com os seres não humanos indefesos.
 
Qual a implicação de cada um desses princípios para a convivência humana guiada pela ética da cordialidade (ou seja, uma ética com capacidade de compaixão para reagir ante o sofrimento dos outros e com capacidade de indignação para enfrentar as injustiças)? Vejamos algumas das ideias centrais expostas por Adela. A solidariedade se define a partir do outro ou, melhor dito, a partir do reconhecimento do outro e de si mesmo em sua dignidade. Ou seja, reconhecer que cada um deve evitar converter-se para os demais em um meio, e conseguir ser para eles um fim. Trata-se de uma das formulações do imperativo categórico do filósofo alemão Kant: "Obra de tal modo que trates à humanidade, em tua pessoa ou nos demais, sempre e ao mesmo tempo como um fim e nunca meramente como um meio”. Dito em linguagem do reconhecimento cordial, se converte na obrigação de não instrumentalizar-se reciprocamente, mas respeitar a autonomia alheia e a própria.
Não é legítimo causar dano às pessoas; porém, tampouco, instrumentalizá-las contra seus próprios planos vitais, sempre e quando esses planos não sejam perniciosos às outras pessoas. Em consequência, o limite de qualquer atividade (política, econômica, científica etc.) é a não manipulação. Porém, não se trata somente de não manipular, mas, também, de empoderar, de atuar positivamente para potencializar as capacidades das pessoas.
Respeitar a dignidade humana não significa unicamente não utilizar nem causar dano aos seres humanos; exige empoderá-los para que possam levar adiante seus projetos de vida. Nesse plano, a solidariedade passa por fortalecer o exercício dos direitos humanos políticos, culturais e econômicos; e por desenvolver as capacidades, oportunidades e características das pessoas. Por outro lado, a solidariedade não pode prescindir da justiça.


* 2016 - Dia Nacional do Outdoor

O Dia Nacional do Outdoor em 31 de agosto de cada ano, é uma comemoração extraoficial de brasileiros, que tem sido bastante festejada pela categoria em todo o Brasil. Essa data comemorativa tem por fim, marcar a data da fundação da Central de Outdoor, que foi oficialmente constituída em 31 de agosto de 1977 na sede da agência brasileira de propaganda, Local Publicidade Limitada, na cidade brasileira de São Paulo-SP, sendo inicialmente formada por 11 empresas do setor, mas que atualmente representa cerca de 1.321 empresas do segmento outdoor em todo o Brasil.
A fundação da Central de Outdoor se deu pela iniciativa das seguintes empresas: Alvo Exibidora de Cartazes e Painéis Ltda., Colagem Propaganda S/C, Época S/A Empresa de Publicidade, Espaço Propaganda Ltda., Exibição Propaganda Ltda. S/C., L&C Cartazes Murais Ltda., Local Publicidade Ltda., Pintex Organização de Publicidade, Publicidade Karvas Ltda., Publicidade Klimes São Paulo Ltda., e Publix Ltda. Para conhecimento, no Brasil, Outdoor é a designação popular de um painel de mídia exterior e de grandes dimensões, sobretudo em placas modulares, disposto em locais de grande visibilidade, como à beira de rodovias ou nas empenas de edifícios nas grandes cidades. A palavra outdoor é de origem inglesa e, em inglês, tem sentido totalmente diverso do seu significado em português. Billboard é a palavra inglesa para qualquer referência a propaganda em painéis, letreiros luminosos, letreiros em paredes, muros etc... com exposição ao ar livre ou à margem das vias públicas.
Contudo, é importante ressaltar que atualmente existem padrões, e nem toda mídia exterior é comercialmente chamada de outdoor. Painéis rodoviários, empenas, bandeiras, lonas, frontlights, backlights e totens, são outros exemplos de mídia exterior, popular e erroneamente chamadas de outdoor no Brasil.
No início desta  década, mais de 6% do investimento em propaganda era destinados ao outdoor. Já em 1976, esse número chegava ao fundo do poço, caindo para apenas 0,8%. Não era difícil perceber que alguma atitude deveria ser tomada. E o embrião da Central de Outdoor veio a nascer na cidade brasileira do Rio de Janeiro-RJ. Na época, o maior anunciante do meio era a Souza Cruz, que comprava 24 quinzenas anuais, tendo direito assim a condições especiais de negociação.


Tal negociação era realizada, de um lado, com todas as empresas exibidoras de outdoor do Rio de Janeiro. Do outro lado, com uma divisão do cliente que se chamava Central de Mídia Souza Cruz. Desta forma, para efeito de negociação, as exibidoras cariocas passaram a se denominar perante o cliente, Central de Outdoor de Comercialização. Mas era apenas uma denominação, praticamente um apelido, pois não havia efetivamente uma estrutura de organização. Fica claro então, que esta Central de Outdoor nada mais tem a ver com aquela antiga Central de Outdoor de Comercialização, estabelecida no Rio de Janeiro com o fim específico de negociar com a Souza Cruz. Apenas para ilustrar, na cidade brasileira de São Paulo-SP, existem entre 7 e 8 milhões de anúncios nas ruas [indicativos ou publicitários]. Desse total, apenas 7 mil são outdoors pertencentes às exibidoras afiliadas à Central de Outdoor, todos identificados em termos publicitários e cadastrais. Todas estas características constituem o grande diferencial das exibidoras afiliadas à Central de Outdoor, qualificando seus quadros como " o verdadeiro outdoor ". 
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